terça-feira, 3 de julho de 2012
Cecília
terça-feira, 10 de agosto de 2010
My days are so confused
My books are incomprehensible
Some cigarettes are not enough
My happiness is impossible
Without you
My words lost the meaning
I cannot love anyone but you
I cannot hear any sound
The beauty lost its value
Without you
I turned myself incomplete
My heart is an empty place
I cannot sleep this night
The drinks lost its taste
Without you
My dreams do not comfort me
I cannot see anything
My life is a cold flame
My world is always the same thing
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Os primeiros dias de sol.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Paredes do Egoísmo
Eu não sou um animal,
Talvez um homem criança
Uma coisa estranha para você
Talvez eu seja apenas
Uma sombra de algo real
Veja: humanos como máquinas
Eles marcham inconscientemente,
Em passo, e todos eles pensam que
São diferentes e no comando de suas vidas
Não me olhe assim!
Olhe fundo dentro de você
Quantas mazelas sociais
Você se preocupa com o que vê?
Você me pede para deixar-lhe só:
“Sou apenas uma alma á beira do abismo”
Mas o que você ainda não entende
È que as paredes da solidão
São as paredes do egoísmo.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Get Behind Me Eros!
Certa vez estava eu, atravessando as ruas escuras da madrugada, já alta ia a noite e sozinho ia eu, levado pela fumaça de um cigarro. As ruas eram ermas e as lâmpadas dos postes pareciam apagar à medida que eu caminhava abaixo delas. Enquanto eu caminhava, uma estranha sensação tomava conta de mim, uma ligeira impressão de que eu estaria sendo seguido, apressei os passos. A sensação aumentava de acordo com que eu aumentara a velocidade de meus passos; a essa altura, evitava a qualquer custo olhar para trás. Foi quando, da rua vazia, ecoando na noite, ouvi uma doce, porém firme voz a me chamar:
-Não fuja Poeta!
Imediatamente fiquei paralisado.
-Eu sou seu fado. Ele disse.
Lentamente, virei-me de costas, para conhecer a face do dono da voz. Minha surpresa aumentou ainda mais quando o vi: era de estatura média, possuía cabelos encaracolados, curtos e loiros como o fio d’ouro, seus olhos eram azuis como o céu das manhãs mais mornas de verão. Era trajado com uma túnica branca e possuía um par de azas brancas saindo das costas, assim como uma pintura de Caravaggio. Permaneci admirando-o estático, até que indaguei:
-Quem é você?
Ele sorriu e disse calmamente:
-Sou Eros, você já me conhece de tempos atrás.
-E o que queres tu de mim?
-Vim avisar-te para não mais fugires de mim.
-Sabes que o tema de que me ocupo é o amor.
-Então, imagino que saibas que desse há muito me tenho despido.
-Não sejas tolo, sabes que precisas de amor.
-Sobre isso nada sei. Eu disse enquanto acendia um cigarro.
-Não poderás te esconder de mim a tua vida inteira.
-Não preciso esconder-me de ti, à mim basta desviar de tuas flechas.
-Preferes ser um Poeta sem amor? Admita, tu precisas de mim.
-Eu preciso deste cigarro, de ti não quero nada.
-Agora te fazes de incrédulo?
-Não vejo como tu podes me convencer do contrário.
-Olhe para mim e veja: eu sou a aurora vindoura do amanhecer.
-Apenas vejo o cair da noite.
-Eu sou os campos férteis da Arcádia, onde pastores de todas as terras vêem entoar cantos às suas amadas.
-Pois em ti vejo apenas as flores do mau que brotam de um pó escuro e estéril do que sobrou do funeral dos corações nos quais você habitou.
-Meu caro, porque me renegas? Lembro-me de quando passavas madrugadas a declamar versos em meu nome por donzelas sob a luz da lua cheia.
-Os tempos são outros, já não carrego mais comigo minha Lira dos Vinte anos; já muito sucumbi em ti, ó filho de Afrodite.
-Há muito ainda que tens a conhecer. Não te interessas?
-A mim apenas interessa a ignorância quando se trata de ti. Prefiro o castigo de Prometeu a ser flechado por ti novamente e em muito compadeço daqueles que ainda estão por se tornarem vítimas tuas.
-Mentes! -Disse irritado- Tens inveja dos que por mim foram cativados, dos que conhecem o significado do meu nome.
- Já conheci o verdadeiro significado do teu nome e para mim tu és Tanatos. Talvez agora tentes me convencer a ser complacente com todos os que amam. Para trás de mim Eros!
Virei de costas e continuei meu caminho, logo após, o anjo torto bateu azas e voou a procura de uma nova vítima para seus funestos objetivos. Depois disso, o amor nunca mais tornou a me encontrar pela noite.
sábado, 7 de novembro de 2009

Neoplástico
Em meio a todas essas linhas retas,
Já não encontro mais formas.
Descubro que as verdades são incertas
E que as idéias são tortas.
O vermelho me arrebatou como um amor fulminante,
Já não enxergo mais a luz do branco e nem a treva do preto,
hoje sou refém dessa cor.
Cansei de versos desafinados,
por hoje estou fora do gancho...
...tu...tu...tu...tu...
...tu...
...tu...tu...tu...tu...
..
Por: Evimarcio Aguiar


