
Finalmente, após meses de conversas virtuais eu iria conhecê-la, ela era tudo aquilo que eu queria e , melhor, ela gostava de mim, isso mesmo, gostava, mas ainda não é a hora de explicar essa parte da história. Todos os nossos amigos já esperavam por nosso encontro e, boa parte deles, estava realmente lá quando aconteceu. Então, contar-vos-ei como se deu mais um dos desencontros da minha vida . Era uma manhã quente de verão na capital paraense, havia muito sol, e como havia sol, após caminharmos bastante chegamos ao seu encontro, chegamos, eu e um amigo, claro que para todo aquele espetáculo funesto precisávamos de plateia e, é claro que, nossos amigos não iriam perder toda aquela situação constrangedora na qual o casalzinho bizarro iria se conhecer. Quando lá chegamos, foram feitas as apresentações, mera formalidade, pois todos já estávamos cansados de conversar pelo messenger, entretanto, havia um rosto novo entre as amigas, era aquela a qual eu não sabia, mas iria se tornar a pedra no meu All Star. Pois bem, fomos todos à beira do rio, deliberar sobre nossas vidas. Enquanto caminhávamos, notei que as duas haviam ficado para trás, não entendi, porém, fingi não ter me incomodado, ao chegarmos a bendita margem do rio era notório que todos me olhavam com cara de: “- Caralho, ela o deixou aqui pra ficar com a outra”. Mas tudo bem, eu sabia que a minha hora ainda iria chegar, é , realmente, o que ra meu estava guardado e eu não sabia. Quando finalmente elas voltaram o óbvio aconteceu, foi quando as pontadas no meu cotovelo começaram a doer, eu não acreditei, ela realmente estava dando mais atenção à amiguinha dela do que à mim. Eu, por minha vez, tentava desesperadamente chamar sua atenção, contava histórias homéricas, cantarolava super afim de mim, jogava minha enorme e vermelha franja de um lado para o outro, mas nada adiantou. Eu havia cruzado metade do estado do Pará para encontrá-la e quando finalmente nos conhecemos ela me troca por uma garota? Assim, passou-se a manhã e chegou a hora de eu ir embora. Na despedia, um simples a perto de mão, como se fossemos doi caras, antes fossemos, enquanto ela me deixava com um simples “tchau”, naquele momento, vendo as duas sentadas uma ao lado da outra a minha vontade era de dizer o seguinte: “-Escuta aqui, sua sapa-caixa, como é que tu me fazes uma coisa dessas, me fazer vir até aqui pra te ver me trocar por essa coisa( a moleca nem era gata), tchau é o CARALHO, vai te fuder!” Porém, o bom senso me impediu de fazê-lo e então, me despedi com um recíproco tchau.