Não
caem as areias da ampulheta.
Talvez
seja o cansaço.
Por
minha etérea busca,
No
bater das asas da borboleta.
Céu
azul, verdes campos,
Talvez sejam as cores,
Do
rio que corre apressado,
Profundo
leito de dores.
O
silêncio das árvores amedronta,
Talvez
seja a ausência.
Ou
é a folha que cai
No
ritmo da flor que desponta?
Permaneço
em outro lugar.
Talvez
seja outro de mim.
O
sol me leva de encontro ao chão,
Os
dias passam assim.
Por:
Evimarcio Aguiar, em uma tarde de sol na Ilha do Marajó, em meio a
devaneios a cerca de um horizonte mais belo.
