sexta-feira, 7 de maio de 2010

Paredes do Egoísmo

Não me olhe assim!

Eu não sou um animal,
Talvez um homem criança
Uma coisa estranha para você
Talvez eu seja apenas
Uma sombra de algo real

Veja: humanos como máquinas
Eles marcham inconscientemente,
Em passo, e todos eles pensam que
São diferentes e no comando de suas vidas
Não me olhe assim!
Olhe fundo dentro de você
Quantas mazelas sociais
Você se preocupa com o que vê?

Você me pede para deixar-lhe só:
“Sou apenas uma alma á beira do abismo”
Mas o que você ainda não entende
È que as paredes da solidão
São as paredes do egoísmo.