terça-feira, 10 de agosto de 2010

*Faces and Darkness separate us over and over.



My days are so confused
My books are incomprehensible
Some cigarettes are not enough
My happiness is impossible

Without you

My words lost the meaning
I cannot love anyone but you
I cannot hear any sound
The beauty lost its value

Without you

I turned myself incomplete
My heart is an empty place
I cannot sleep this night
The drinks lost its taste

Without you

My dreams do not comfort me
I cannot see anything
My life is a cold flame
My world is always the same thing

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Os primeiros dias de sol.

Não caem as areias da ampulheta.
Talvez seja o cansaço.
Por minha etérea busca,
No bater das asas da borboleta.
Céu azul, verdes campos,
Talvez sejam as cores,
Do rio que corre apressado,
Profundo leito de dores.
O silêncio das árvores amedronta,
Talvez seja a ausência.
Ou é a folha que cai
No ritmo da flor que desponta?
Permaneço em outro lugar.
Talvez seja outro de mim.
O sol me leva de encontro ao chão,
Os dias passam assim.
Por: Evimarcio Aguiar, em uma tarde de sol na Ilha do Marajó, em meio a devaneios a cerca de um horizonte mais belo.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Paredes do Egoísmo

Não me olhe assim!

Eu não sou um animal,
Talvez um homem criança
Uma coisa estranha para você
Talvez eu seja apenas
Uma sombra de algo real

Veja: humanos como máquinas
Eles marcham inconscientemente,
Em passo, e todos eles pensam que
São diferentes e no comando de suas vidas
Não me olhe assim!
Olhe fundo dentro de você
Quantas mazelas sociais
Você se preocupa com o que vê?

Você me pede para deixar-lhe só:
“Sou apenas uma alma á beira do abismo”
Mas o que você ainda não entende
È que as paredes da solidão
São as paredes do egoísmo.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Get Behind Me Eros!


Certa vez estava eu, atravessando as ruas escuras da madrugada, já alta ia a noite e sozinho ia eu, levado pela fumaça de um cigarro. As ruas eram ermas e as lâmpadas dos postes pareciam apagar à medida que eu caminhava abaixo delas. Enquanto eu caminhava, uma estranha sensação tomava conta de mim, uma ligeira impressão de que eu estaria sendo seguido, apressei os passos. A sensação aumentava de acordo com que eu aumentara a velocidade de meus passos; a essa altura, evitava a qualquer custo olhar para trás. Foi quando, da rua vazia, ecoando na noite, ouvi uma doce, porém firme voz a me chamar:

-Não fuja Poeta!

Imediatamente fiquei paralisado.

-Eu sou seu fado. Ele disse.

Lentamente, virei-me de costas, para conhecer a face do dono da voz. Minha surpresa aumentou ainda mais quando o vi: era de estatura média, possuía cabelos encaracolados, curtos e loiros como o fio d’ouro, seus olhos eram azuis como o céu das manhãs mais mornas de verão. Era trajado com uma túnica branca e possuía um par de azas brancas saindo das costas, assim como uma pintura de Caravaggio. Permaneci admirando-o estático, até que indaguei:

-Quem é você?

Ele sorriu e disse calmamente:

-Sou Eros, você já me conhece de tempos atrás.

-E o que queres tu de mim?

-Vim avisar-te para não mais fugires de mim.

-Sabes que o tema de que me ocupo é o amor.

-Então, imagino que saibas que desse há muito me tenho despido.

-Não sejas tolo, sabes que precisas de amor.

-Sobre isso nada sei. Eu disse enquanto acendia um cigarro.

-Não poderás te esconder de mim a tua vida inteira.

-Não preciso esconder-me de ti, à mim basta desviar de tuas flechas.

-Preferes ser um Poeta sem amor? Admita, tu precisas de mim.

-Eu preciso deste cigarro, de ti não quero nada.

-Agora te fazes de incrédulo?

-Não vejo como tu podes me convencer do contrário.

-Olhe para mim e veja: eu sou a aurora vindoura do amanhecer.

-Apenas vejo o cair da noite.

-Eu sou os campos férteis da Arcádia, onde pastores de todas as terras vêem entoar cantos às suas amadas.

-Pois em ti vejo apenas as flores do mau que brotam de um pó escuro e estéril do que sobrou do funeral dos corações nos quais você habitou.

-Meu caro, porque me renegas? Lembro-me de quando passavas madrugadas a declamar versos em meu nome por donzelas sob a luz da lua cheia.

-Os tempos são outros, já não carrego mais comigo minha Lira dos Vinte anos; já muito sucumbi em ti, ó filho de Afrodite.

-Há muito ainda que tens a conhecer. Não te interessas?

-A mim apenas interessa a ignorância quando se trata de ti. Prefiro o castigo de Prometeu a ser flechado por ti novamente e em muito compadeço daqueles que ainda estão por se tornarem vítimas tuas.

-Mentes! -Disse irritado- Tens inveja dos que por mim foram cativados, dos que conhecem o significado do meu nome.

- Já conheci o verdadeiro significado do teu nome e para mim tu és Tanatos. Talvez agora tentes me convencer a ser complacente com todos os que amam. Para trás de mim Eros!

Virei de costas e continuei meu caminho, logo após, o anjo torto bateu azas e voou a procura de uma nova vítima para seus funestos objetivos. Depois disso, o amor nunca mais tornou a me encontrar pela noite.